Introdução alimentar: cuidado com os erros mais comuns

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Ações simples podem evitar alguns erros comuns da introdução alimentar

Quando o momento da introdução alimentar chega, aos 6 meses de idade do bebê, mães e pais se enchem de dúvidas e medos. Afinal, estimular a alimentação com hábitos corretos é tão importante que irá gerar resultados positivos para toda a vida da criança.

No entanto, são medidas simples que evitam erros na hora da introdução alimentar. Por isso, para ajudar nessa etapa marcante da vida do bebê, listamos algumas dicas do que não fazer na hora de oferecer os primeiros alimentos sólidos ao seu pequeno.

Não ofereça sucos durante a introdução alimentar

Você pode pensar que os sucos naturais são só outra versão da fruta. Porém, eles podem fazer mal à saúde do bebê. Isso acontece porque, ao processar as frutas, as fibras se perdem. Então, no suco permanece apenas poucos nutrientes, mas muito açúcar. Essa quantidade de doce sobrecarrega o pâncreas na produção de insulina. Quando o órgão não consegue “combater” tanto açúcar, surge o risco de diabetes.

Assim, ao oferecer as frutas, o bebê consome todas as fibras presentes nelas, o que auxilia no bom funcionamento intestinal. Mais do que isso, ele também aprende novas texturas e sua mastigação é estimulada, mesmo que o método de introdução alimentar escolhido não tenha sido o BLW.

Vale ressaltar que, se os sucos naturais são proibidos, os industrializados são ainda mais perigosos! Eles possuem vários conservantes, aromatizantes e outras substâncias maléficas. Logo, os únicos líquidos que o bebê deve consumir, mesmo depois de ter completado 6 meses, são o leite (materno ou a fórmula já antes utilizada) e água.

Não demore para introduzir as papinhas salgadas

A recomendação tradicional é que a introdução alimentar se inicie com papinha de frutas e, antigamente, falava-se em esperar cerca de dois meses para oferecer alimentos salgados.

Contudo, desde 2010 o Protocolo de Introdução Alimentar do Ministério da Saúde recomenda que as papinhas de sal sejam dadas na mesma época das de doce, principalmente as que tiverem carne na receita. A razão disso é que aos 6 meses o bebê sofre uma perda na capacidade de absorção do ferro. Os alimentos salgados, como as carnes bovinas, frango e legumes, amenizam essa situação e combatem possíveis anemias.  

Nada de papinhas só com legumes na introdução alimentar

Os bebês podem consumir uma grande quantidade de legumes durante a introdução alimentar. Entretanto, algumas mamães esquecem de outros alimentos que também são muito importantes para a saúde do pequeno.

Algumas maneiras para diversificar são: usar cereais, as carnes como já foram mencionadas, mas também os peixes, frutas diversificadas, fubá, temperos naturais e produzir refeições em forma de sopas.

Na introdução alimentar, evite usar muito o liquidificador

Ao ouvir as palavras “papinha de bebê” algumas mamães pensam que a refeição precisam ser quase líquida. Todavia, o correto é que os ingredientes fiquem no ponto de purê, ou seja, com uma consistência pastosa.

Assim, não é necessário usar o liquidificador ou peneiras. Esses instrumentos podem fazer com que ocorra a perda das fibras dos alimentos. Por isso, já basta só amassar os ingredientes cozidos com um garfo.

Torne o momento da alimentação prazeroso

Essa dica não envolve nutrientes dos alimentos ou modos de cozinhá-los, mas algo bem simples: torne a introdução alimentar um momento leve e divertido para o bebê e todo o restante da família.

Dessa forma, nada de forçar que o bebê coma mais do que ele deseja. Eles ainda possuem um estômago pequeno e só comem somente até que estejam satisfeitos. Caso eles sintam fome mais tarde, eles irão demonstrar isso. Assim, se a hora das refeições são cheias de brigas e estresses, a criança irá associar a alimentação com algo ruim.

Contudo, se você percebe que o seu bebê não está se alimentando o suficiente, perceba se ele não está “beliscando” outras comidas durante o dia e se isso atrapalha o apetite para as refeições. Também procure o seu pediatra para fazer uma investigação mais detalhada.

Erros comuns da introdução alimentar - não deixe que o bebê belisque entre as refeições

Sem papinhas em frente à televisão

Principalmente durante a introdução alimentar, o foco do bebê deve ser todo da refeição e da descoberta daqueles novos alimentos. Por isso, não dê as papinhas enquanto o pequeno assiste desenhos ou brinca. Lembre-se: ele precisa de concentração para aprender os gostos e texturas de tudo o que come.

Mais do que isso, também é preciso ter uma rotina. Manter horários das refeições é essencial para que o organismo do bebê se acostume com as novas comidas e se regule.

Não deixar a criança tocar na comida

Para as mamães que são adeptas ao método BLW, essa dica não vale. Porém, para aquelas que oferecem as papinhas ao seus bebês: deixem eles se sujarem!

Ao pegar na comida, os pequenos percebem as cores, as texturas e desenvolvem maior autonomia. Ações que serão benéficas para o futuro deles.

Erros comuns na introdução alimentar - não deixar que o bebê pegue na comida

Não fazer a introdução alimentar antes da hora

Para finalizar nossas dicas, a principal: não comece a introdução alimentar antes do momento certo, ou seja, quando o bebê ainda não completou 6 meses.

Essa idade é recomendada porque é quando o sistema digestivo e imunológico dos pequenos estão fortes o suficiente para lidar com novos alimentos. Além disso, é quando a mastigação já pode ser estimulada.

Até os 6 meses, o bebê deve apenas ser amamentado, segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Porém, infelizmente, algumas mamães precisam voltar ao trabalho antes da introdução alimentar. A principal orientação nesses casos é deixar o leite materno congelado ou a fórmula que o seu filho consome. Ademais, é importante ressaltar que a amamentação deve continuar após a inserção de alimentos sólidos na rotina.

Qualquer dúvida sobre esse assunto, procure seu pediatra. Cada bebê possui um organismo e, com o acompanhamento dele, será possível entender o que é melhor para o seu filhote.

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