O que é a pré-eclâmpsia?

O aumento da pressão arterial é um dos principais sintomas da pré-eclâmpsia

Médico averiguando pressão arterial de uma mulher com ajuda de um medidor sob um mesa com formulário, caneta, estetoscópio, e frasco com algum recipiente
Pixabay

A pré-eclâmpsia é uma condição que atinge gestantes devido ao aumento da pressão arterial. O quadro geralmente se manifesta no segundo e terceiro trimestres da gravidez, após completar 20 semanas de gestação.


Não existe uma causa comprovada que leve ao surgimento da pré-eclâmpsia. Todavia, existem alguns fatores que influenciam no desenvolvimento da doença.

Gestante com roupa preta com as mãos sobre a barriga
A gestante pode desenvolver um quadro de pré-eclâmpsia a partir da 20ª semana

Obesidade, problemas de circulação, pressão alta, diabetes, lúpus, enxaqueca, gravidez de múltiplos, a mulher ser fumante ou ter tendência genética para a doença são algumas das circunstâncias que favorecem o surgimento da doença.

Caso seja a primeira gravidez ou a gestante já tenha desenvolvido a doença em gestação anterior, a mulher também pode desenvolver pré-eclâmpsia.

Manifestações da pré-eclâmpsia

A doença pode ser:

a) Moderada: causada por um aumento leve da pressão arterial.

b) Grave: ocasionado por um aumento significativo da pressão arterial.

c) Pós-parto: acontece após o nascimento do bebê e pode ser desenvolvido entre 48 horas e até 6 semanas depois do parto. Para tratar da condição, são ministrados medicamentos que irão controlar a pressão e prevenir convulsões.

*Eclâmpsia: Quando há um aumento da pressão arterial significativo,  a pré-eclâmpsia pode evoluir para um quadro de eclâmpsia. Este é mais grave, pois pode causar convulsões na mãe e afetar tanto a sua saúde quanto a do bebê.

Sintomas

Como dito anteriormente, ao completar 20 semanas já é possível notar alguns sintomas da pré-eclâmpsia. Pressão alta, inchaço no rosto, pés, pernas e mãos são alguns dos indícios da doença.

Outros sinais da doença são dores de cabeça persistentes, visão turva, dificuldade para urinar e para respirar.

Gestante com uma mão na barriga e outra sobre o pé inchado. O inchaço é um dos sintomas que indica pré-eclâmpsia
Um dos sintomas da pré-eclâmpsia é o inchaço nos pés

Como tratar a pré-eclâmpsia?

Ao perceber os sintomas da doença, procure orientação médica. Caso haja suspeita de pré-eclâmpsia, a gestante será submetida a uma série de exames.

Proteinúria com coleta da urina num período de 24 ou 48 horas, contagem de plaquetas, além de análise de sódio, ureia e potássio são alguns deles.

Em alguns casos, o médico pode solicitar o ultrassom com doppler de placenta a fim de detectar algum corte devido ao aumento da pressão.

O ultrassom verifica a a anatomia do bebê e faz a avaliação das circulações de sangue no feto seja entre ele e a placenta, ou entre a mãe e a placenta.

Médica realizando ultrassom na barriga de uma gestante
O ultrassom de doppler serve para verificar a placenta e a anatomia do bebê

É de suma importância que a gestante continue seu pré-natal para que a doença não evolua para uma eclâmpsia.

A pré-eclâmpsia, portanto é um caso raro que desaparece após o nascimento do bebê e pode durar até 4 dias após o parto. Todavia, dependendo do quadro de pré-eclâmpsia é necessário que o parto seja induzido.

E vale lembrar que depois do parto é essencial que o médico continue acompanhando a mamãe.

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