Sarampo: os riscos da doença para os bebês

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Além das conhecidas manchas vermelhas, o sarampo possui outros sintomas e pode deixar sequelas

O sarampo é uma infecção viral, extremamente contagiosa e que pode afetar bebês e crianças. O sintoma clássico são as manchas vermelhas na pele que, muitas vezes, podem ser confundidas com uma simples alergia. Dessa forma, sem o tratamento rápido, o quadro se agrava e deixa sequelas ou até leva à morte. 

Por isso, é importante conhecer os outros sintomas, o tempo de duração deles e o mais importante: como evitar o sarampo.

Sintomas

Além das manchas vermelhas, o bebê contaminado com sarampo também apresenta febre alta (acima de 39ºC), tosse seca, coriza, vermelhidão nos olhos, diminuição do apetite e irritabilidade.

As primeiras manchas surgem no couro cabeludo na cor vermelho-arroxeada. Dentro da boca do bebê também aparecem outras com o tom branco-azuladas. 

Essa situação dura cerca de 10 dias. Porém, logo no surgimento do primeiro sintoma é necessário levar a criança ao pediatra para o diagnóstico correto. 

Tratamento do sarampo

O sarampo não possui um medicamento específico para a cura. Assim, o tratamento é feito para amenizar os sintomas enquanto o sistema imunológico combate o vírus.

Dessa maneira, o ideal é amenizar a febre com antitérmicos e compressas frias na testa, nuca e virilhas do bebê. Além disso, também é importante limpar as secreções dos olhos com algodão molhado e soro fisiológico. 

Ademais, alguns médicos indicam suplementos de vitamina A. Isso porque alguns estudos mostraram que essa substância evita a cegueira, que pode ser causada pelo agravamento do sarampo. 

Vacina contra sarampo
A vacina contra o sarampo é disponibilizada pelo SUS

Vacina

A boa notícia é que o sarampo pode ser prevenido com vacina. No Brasil, ela está disponível de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Assim, o Plano Nacional de Vacinação, a aplicação da primeira dose é feita para bebê de 1 ano de idade, é a chamada tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Já a segunda dose é a tetraviral ao 1 ano e 3 meses. Além do sarampo, ela reforça a proteção contra a caxumba e rubéola e inclui a varicela, também conhecida como catapora

O motivo dos bebês com menos de 1 ano não receberem a vacina está no fato de eles recebem os anticorpos do sarampo pelo leite materno. Porém, se o bebê não é amamentado ou a mãe não foi vacinada contra a doença, há o maior risco de contraí-la. 

Agravamento do sarampo

Quando o paciente com sarampo não recebe o atendimento correto, a doença pode ter complicações. Elas vão desde diarreia, desnutrição, otites (inflamações nos ouvidos) pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro) e cegueira.

Desses problemas mencionados, pode-se dizer que o mais grave é a encefalite, que possui uma taxa de mortalidade de 15%. 

Novas medidas do Ministério da Saúde

Depois de mais de 10 anos sem registrar casos contraídos no país, o sarampo reapareceu no Brasil em 2018. Nas cidades que possuem mais pacientes com a doenças, considera-se que há um surto.

Por isso, o Ministério da Saúde modificou o vacinação para bebês. Aqueles com mais de seis meses e menos de um ano de  idade, e que irão viajar para esses locais, precisam tomar uma dose da vacina.

Essa será a chamada “dose zero”. Contudo, ela não elimina a necessidade das outras duas aplicações, com 1 ano e com 1 ano e 3 meses de vida do bebê.

Você pode conferir as cidades com surto de sarampo no site do Ministério da Saúde: https://bit.ly/2M2DAP5

Por fim, lembre-se que o tratamento contra o sarampo e qualquer outra doença precisa ser feito com acompanhamento médico, sem a automedicação. 

Deixe aqui embaixo nos comentários as suas dúvidas sobre o sarampo e também nos conte o que achou do nosso conteúdo. 

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