Tipos de parto: veja vantagens e desvantagens de cada um

A newborn baby

Conhecer como é cada parto torna mais fácil a decisão de como o bebê nascerá

São nove meses de muita espera para o momento mais especial da vida das mamães: o nascimento do bebê. Porém, o parto também é um momento que gera preocupações e medo nas mulheres.

Os mitos são muitos e as informações poucas. Para completar esse cenário, as escolhas das gestantes nesse momento tão importante nem sempre são levadas em consideração.

Para mudar essa situação, conhecimento é essencial. Por isso, separamos os tipos de parto e as vantagens e desvantagens de cada um deles. Confira:

Parto normal

Vantagens

Também chamado de parto vaginal, é considerado a melhor maneira do bebê vir ao mundo. Isso porque o trabalho de parto só começa quando a criança já está considerada “pronta” para a vida fora do útero. Assim, o parto se inicia quando uma substância é exalada pelo pulmão do bebê. Esta mostra que a criança já consegue respirar fora da placenta.

Além dessa, há ainda várias outras vantagens desse parto: o risco do bebê desenvolver alguma doença respiratória no futuro é menor, assim como o de obesidade. O contato com algumas bactérias no canal vaginal da mãe também fortalece o sistema imunológico e gera uma flora intestinal saudável. Mais do que isso, a recomendação de cortar o cordão umbilical apenas depois que este para de pulsar diminui a incidência de anemia no início da vida.

Acrescenta-se a essas vantagens o maior contato pele a pele entre mãe e bebê, o que acalma quem acabou de chegar ao mundo.

Para as mamães, o leite desce de forma mais rápida, da mesma maneira que o útero volta ao tamanho normal.  

parto normal

Desvantagens

A dor é o principal fator que impede as gestantes de escolherem o parto normal. A longa duração é outro, o parto pode durar de oito a doze horas. Contudo, é importante lembrar que é possível aliviar a dor com anestesias e outros métodos não farmacológicos (massagem nas costas e água morna, por exemplo).

Porém, em algumas situações não é recomendado que o bebê nasça de parto normal. Isso acontece quando a cabeça do bebê é maior do que a passagem da pelve da mãe, quando há hemorragias, nos casos em que o bebê não está na posição correta, quando a gestante está com pressão alta ou se é constatado sofrimento fetal.

Parto natural

Em muitas vezes, o parto natural é confundido com o normal. Suas vantagens e desvantagens são as mesmas. No entanto, o principal fator que os diferencia está na ausência de medicamentos, seja para acelerar o processo ou para eliminar a dor.

Sem anestesia, a mulher pode se movimentar e trocar de posição sempre que desejar. Assim, muitas optam por ter o bebê dentro de banheiras, pois a água quente alivia a dor das contrações.

Parto de cócoras

Vantagens

O parto de cócoras de assemelha ao parto normal. Porém, enquanto no segundo a mulher, geralmente, permanece em posição ginecológica, no primeiro a mãe dá à luz de cócoras.

Nessa posição, o nascimento acontece de forma mais rápida, já que há uma ajudinha da gravidade. Incluso a isso, também é mais saudável para o bebê, pois não há a compressão de importantes vasos sanguíneos e a consequente piora da entrega de sangue na placenta, como é quando a mulher está deitava.

Desvantagens

A desvantagem do parto de cócoras é que ele não é indicado para todas as mulheres. Esse tipo de nascimento não é realizado quando a gestante é hipertensa ou nos casos em que o bebê não está na posição correta.

Parto na água

Vantagens

O parto na água é aquele em que a mulher fica em uma banheira com água aquecida em 36º a 37º cobrindo toda a barriga. Assim, o calor da água promove o relaxamento muscular e alivia as dores das contrações. Ademais, também melhora a circulação sanguínea da mulher, diminui a pressão arterial e facilita a saída do bebê.

Para o recém-nascido, a vantagem está no fato de ele passa de um meio aquoso (útero) para outro meio aquoso (a banheira), o que torna o nascimento mais tranquilo.

Desvantagens

Alguns especialistas dizem que o parto na água pode gerar a aspiração de água pelo bebê. No entanto, outros médicos afirmam que o recém-nascido ainda respira por 20 segundos através do cordão umbilical e, só depois desse tempo, seria arriscado a permanência dele na água.

Contudo, um risco comum do parto na água é o risco de infecções por conta da saída de muco do colo uterino. Esse tipo de nascimento também não é permitido em casos de gestações de risco, parto prematuro e hemorragias. A anestesia também não é permitida nesses casos.

Parto Cesárea

parto cesárea

Vantagens

A cesárea é um procedimento cirúrgico capaz de salvar as vidas da mãe e bebê quando há complicações no parto normal. Contudo, a cirurgia é de curta duração (cerca de uma hora) e a anestesia geral não é necessária. É dada apenas uma que imobiliza a parte inferior do corpo. Dessa forma, a mulher é capaz de assistir o nascimento do filho.

O maior controle no nascimento por cesárea é outra vantagem. Com isso, algumas gestantes costumam ficar mais calmas com a ideia da segurança do procedimento. Outro fator é, por poderem marcar a data do parto, saber que o médico que acompanhou a gestação estará disponível.

Desvantagens

Apesar de rápida, a cesárea ainda é um cirurgia. São sete camadas de tecido cortadas para retirar o bebê. Então, a recuperação da mulher é mais lenta. Acrescenta-se a isso as dores no corte que podem ser sentidas por alguns dias.

A amamentação também se torna um pouco mais difícil. O hormônio liberado ao amamentar gera contrações no  útero (a fim de que o órgão volte ao tamanho normal). Por isso, quando há um corte no tecido uterino, o incômodo pode ser maior.

Para os bebês, há o risco de a cesárea representar um nascimento antes do momento certo. Desse modo, mesmo que seja feita a cirurgia, é interessante esperar o trabalho de parto começar.

Essas desvantagens fazem com que a cesárea seja recomendada em apenas 15% dos partos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, de acordo com pesquisa do mesmo órgão, o Brasil está em segundo lugar no mundo entre os países que mais fazem esse procedimento, com mais de 55% dos bebês nascendo assim.

Parto Humanizado

Ultimamente, muito se tem falado sobre o parto humanizado. Trata-se do parto em que a mulher e o bebê são protagonistas de todo o processo, ou seja, tudo é feito para o bem-estar dos dois.

Algumas ações que caracterizam o parto humanizado são: deixar a mulher se movimentar à vontade, aceitar as decisões dela (porém, sempre tendo a segurança em primeiro lugar) e permitir a presença de acompanhantes e doulas, não separar a mãe e o bebê logo após o nascimento e permitir a amamentação na primeira hora de vida,entre outras.

Todavia, não só partos normais podem ser humanizados. Cesáreas também podem. A primeira medida, porém, é que a cirurgia não seja feita desnecessariamente. Ainda assim, medidas como não amarrar os braços da mães na cama, deixar a sala de cirurgia mais acolhedora para o bebê fazer a transição da vida uterina para a fora do útero (com menor iluminação e menos fria), colocar o bebê nos braços da mãe e incentivar a amamentação, tornam a cesárea mais humana.

Parto Leboyer

Vantagens

Na década de 1970, o médico francês Frederick Leboyer criou o hoje chamado “parto Leboyer” e o descreveu em seu livro “Por um nascimento sem violência”. Trata-se, então, do tipo de parto que tenta dar a experiência de nascimento mais tranquila possível ao bebê.

Para isso, as luzes da sala de parto são reduzidas, a temperatura é mais quente e, logo que nasce, o bebê é colocado no colo da mãe para mamar. Já aquelas palmadinhas comuns no passado foram trocadas por massagens nas costas. Além disso, é esperado que o cordão umbilical pare de pulsar para ser cortado (o que torna a transição dos modos de respiração mais calma) e o bebê é imerso em uma banheira de água morna para ter as mesmas sensações que tinha no útero.

No entanto, é importante lembrar que o parto Leboyer pode existir tanto em cesáreas quanto em partos normal. Assim, ele se assemelha mais às práticas na momento de nascer do que uma via de nascimento.

Desvantagens

A principal crítica feita ao parto Leboyer é o fato de que toda a atenção é direcionada ao bebê, deixando a mãe um pouco “esquecida”. Assim, a posição da mulher (no caso do parto normal) e outros desejos dela não são levados em consideração.  

Há também a preocupação de que a presença constante do bebê no quarto com a mãe e não berçário aumente os riscos de infecções ao recém-nascido.

Parto com fórceps

O parto com fórceps é realizado apenas nos momentos necessários, como quando o bebê permanece no canal de parto por muito tempo, mas não nasce. Isso pode acontecer por conta de contrações fracas ou pelo cansaço da mãe.

Assim, o fórceps, um aparelho com pontas em formas de colheres que se encaixam na cabeça do bebê, é inserido no canal de parto e, com isso, puxa o bebê.

As consequências podem ser hematomas na pele do recém-nascido, mas que desaparecem em poucos dias. Contudo, os malefícios para a mulher são maiores, como distenções vaginais e uterinas, deslocamentos musculares e da pélvis, entre outros.

Decisões

Não importa qual tipo de parto a gestante escolha. O essencial é que este seja a experiência mais tranquila e feliz possível. É importante lembrar que a participal do pai é de grande importância nesse momento também. Afinal, o apoio emocional do companheiro, assim como de outros familiares, do médico obstetra e da equipe de enfermagem, tornam a chegada a da nova vida ainda mais especial.

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